A A A

Consciência de Instrumento

Consciência de Instrumento

 

20141017_2259_0035Vigil_Brehm

Deus atua no mundo por meio de fatos, das coisas e de pessoas. A isso, a Igreja também chama de “causas segundas”, conforme indica São Tomás de Aquino. Deus quer transformar o mundo por meio de cada um dos seus filhos, unidos a Cristo. Todo cristão é chamado, pela Aliança, ao compromisso de construir o Reino de Deus, aqui na terra, como discípulo e missionário de Jesus.

Por isso, a Aliança de Amor selada com Maria compreende necessariamente uma dimensão apostólica. O schoenstattiano compreende seu compromisso com Maria, a Companheira e Colaboradora de Cristo em toda a obra da redenção, como um compromisso a colaborar nesta missão. Para isso se põe inteiramente à sua disposição, abandonando-se em suas mãos, sabendo que, deixando-se guiar por Maria, na força da graça, poderá contribuir eficaz e profundamente na vinha do Senhor.

O livro de orações “Rumo ao Céu”, escrito pelo Pe. José Kentenich, em seu tempo de prisioneiro no Campo de Concentração de Dachau, traz em seu conteúdo a instrumentalidade schoenstattiana. Vejamos apenas umas amostras:

 

“Faze que nele (em Cristo), livres de aparências, sejamos sempre teus perfeitos instrumentos, desprendidos de nós, só a ele dedicados” (113).

 

“Por ti, Senhor, dá-nos ser instrumentos do Pai e construir aqui na terra o seu Reino de Schoenstatt” (250).

 

“Poderás, então, usar-nos, como instrumentos em tuas mãos onipotentes, fortes e carinhosas; moldar, por nós, a face da humanidade atual, como corresponde ao teu plano” (339).

 

“Mãe Três Vezes Admirável, dá que sejamos sempre teus instrumentos; com amor, hoje e sempre nos consagremos ao teu serviço. Usa-nos, como agrada a Deus, inteiramente para o teu Reino de Schoenstatt.
Toma nosso coração e nossa vontade, como tua inteira propriedade; ao teu aceno e à tua palavra eles se inclinam cegamente. A honra e a glória do instrumento é ser tua inteira propriedade, pronto a servir sem reservas a tua Obra de Schoenstatt” (606-608).

 

Referências bibliográficas:

“Rumo ao Céu” e “150 perguntas sobre Schoenstatt” – Pe. Rafael Fernandez